terça-feira, 28 de julho de 2009

Como você tem servido ao seu Deus?

Sua qualidade de vida depende diretamente desta questão, seja qual for seu Deus. O quanto mais você se dedica ao seu deus, mais ele satisfaz seus desejos, sejam quais forem. Isto é o que ensinam TODAS as religiões.
Como existem muitas religiões e a maioria delas é contrária uma à outra, isto quer dizer que existem muitos “deuses” também e mesmo aqueles que negam qualquer existência deste tipo, na verdade já escolheram um deus também, da religião chamada “ciência”, seguida por aqueles que desejam o conhecimento do universo, que quanto mais se dedicam ao seu “estudo”(serviço ao seu deus), negando outras práticas diferentes de seu “método científico”(sua “bíblia”), mais se enchem de teorias contraditórias e menos de respostas.
“Tudo que sobe, tem que descer”

Existem algumas leis que são absolutas, como a da gravidade, por exemplo.
Outra é a da ação e reação. Quando você quer obter algo neste mundo, seja possuir algum objeto específico, obter algum conhecimento ou experimentar alguma “sensação”, tem sempre que fazer uma troca. Seja em trabalho físico, mental, ou desfazer-se de outro objeto que já possua. “Quero ter um carro”. Por isso acordo cedo, me submeto a uma rotina de trabalho durante certo tempo para conseguir recursos para trocar pelo carro que desejo. Quero ter uma casa, a mesma coisa. Quando se trata de algo menos palpável, como uma “sensação”, por exemplo, muda a rotina, mas o sistema ainda é o mesmo: tenho sempre que “barganhar” algo, realizando uma ação, seja física(ingerindo alguma substância que altera o humor) ou mental(se concentrando). Mas tudo exige algum esforço consciente de nossa parte, ao contrário dos outros seres vivos, que obtém a maioria de suas necessidades inconscientemente, ou “por instinto”.

Todos os valores, inclusive morais, são relativos

O quanto estamos dispostos a dar em troca sempre depende do valor que damos àquilo que desejamos. Por exemplo, se o que o sujeito mais quer na vida é ter um celular de último tipo, mas não tem recursos suficientes para comprá-lo na loja(trocar por dinheiro), ele pode roubar um de outra pessoa, ou gastar energia e tempo em outra atividade que lhe forneça outros meios de obter o que deseja, mas sempre será obrigado a realizar alguma ação. Ele nunca obterá o celular apenas “pensando” nele.
Que ação realizar para obter o objeto desejado? Algumas são complicadas, outras mais fáceis. Roubar, por exemplo, é mais fácil do que consumir esforço físico e mental em outra atividade, com paciência e auto-controle durante um tempo prolongado, até obter os recursos suficientes para serem trocados pelo celular. Pela “lógica”, o jeito mais prático é roubar. Se alguém se opuser à conquista de seu objetivo, pela “lógica” é mais fácil matar ou incapacitar o oponente do que argumentar com o que se opõe ao seu objetivo.
Mas roubar e matar não é “errado”? Depende, quem disse? Nem todos os deuses consideram o roubo e o assassinato algo ruim, apenas meios para se chegar a um objetivo. Ora, cada “deus” tem seu próprio conjunto de regras para aqueles que os seguem. Nem todos os “deuses” acham que não se deve mentir, roubar, matar, adulterar. Por exemplo, os muçulmanos explodem bombas com a intenção de matar aqueles que não seguem seu próprio deus. No Brasil, a maioria dos políticos que cuidam do dinheiro público e que professam a “religião” católica ou espírita, que são religiões que alegam obedecer ao Deus da Bíblia, são desonestos e embolsam para si grande parte dos recursos que seriam destinados aos mais pobres. Para eles e para seu “deus”, roubo não é problema, tampouco a mentira o é, mesmo que sua “religião” ensine o contrário, “seu deus” está acima de qualquer religião... Muitos “evangélicos” também, que se acham melhores que os católicos e espíritas ou que os seguidores de outras “religiões”, mesmo os “científicos”, fazem o mesmo, e, o fato é que, os seres humanos, em sua maioria, vivem em mentiras, prostituição, avareza, adultério e desonestidade, apesar de “as regras” de suas “religiões” ensinarem o contrário.

Há uma diferença entre a sua “religião” e seu “deus pessoal”

Muitos muçulmanos alegam que sua “bíblia” não ensina a matar os seguidores de outras religiões, mas o fazem assim mesmo. Os “cristãos” também. Já os espíritas dizem que devem tratar bem o próximo, porque o “carma” fará com que tudo volte para eles mesmos, só que também não são grandes exemplos de bondade, assim como a MAIORIA dos seguidores de QUALQUER religião.
Mesmo os “científicos”, que negam a existência de qualquer deus, ainda assim seguem um “código moral”, ditado pela sua própria “consciência”, mas que, assim como os seguidores de outros deuses, pode mudar bruscamente de valores de acordo com seu “humor” ou nível de substâncias entorpecentes no sangue.

Independente da religião que pratica, cada um segue seu próprio deus, feito à sua própria imagem e semelhança

Enfim, o que estou querendo demonstrar é que, independente da “religião” que se pratica, TODOS temos um “deus interior”, que dita nossa ética e nossa moral, manifestada em nossas ações, no momento em que desejamos alguma coisa.
“Eu desejo aquela mulher ou aquele homem”. Dependendo do “meu deus interior”, posso não me importar que ela(ou ele) seja casada(o) e “roubá-la(lo)” por algumas horas, posso tentar comprá-la de seu marido, ou posso simplesmente matá-la por não conseguir o que desejo, mesmo tendo acabado de sair de uma “reunião espiritual” em minha religião preferida(seja em um templo ou seja em um bar). “Eu quero aquele carro; eu quero isto, eu quero aquilo.” O valor daquilo que desejamos é o que no fundo dita as regras de nossa conduta moral. Cada “deus interior” é que determina o que é aceitável ou não para se atingir um determinado objetivo.
Ou seja, “independente da “religião”(conjunto de rituais) externa que pratica, cada um de fato segue seu próprio deus interior, feito à sua própria imagem e semelhança.” Não é o que “está escrito” no “livro da religião” que importa, na prática, mas o que fazemos ou não. SEU DEUS interior é que determinará o quanto você está disposto a obedecer ou não a regras impostas por determinado grupo.


O que significa “ISMO”, em cristianISMO, bramanISMO, hinduISMO, satanISMO?

“Ismo” é um sufixo de origem grega que, no âmbito da religião, exprime a idéia de divindade, fé, reverência às coisas sagradas ou doutrina.

Qualquer “manual da fé” ensina que nosso “deus” deve vir sempre em primeiro lugar.
“Ele” deve estar sempre no centro de nossas atenções, afinal será “ele” que, de uma forma ou de outra, satisfará os desejos da nossa alma.

Nosso “ismo” é o que define qual será o centro de nossa atenção, a prioridade de esforço em nossas vidas, a chama que nos faz despertar no dia seguinte, enfim, o conjunto de regras pelas quais iremos moldar nossas ações, nossa ética e nossa moral, que dá o sentido de nossa existência e nos separa dos outros seres viventes não humanos, que apenas vivem por viver, por instinto, sem consciência do universo ao seu redor e sem preocupação pelo futuro pós morte.

Cada “ismo” tem seu próprio conjunto de regras para cada situação, em quanto à posse de bens materiais, ao relacionamento com os demais seres vivos e crença em quanto ao destino de cada um após sua morte.

Ao estudar um pouco as diversas religiões da terra, veremos muitas semelhanças entre elas em quanto ao seus objetivos: Explicar de onde viemos, para onde vamos, e como agir neste intervalo, é o que torna todas as religiões iguais em essência.

Todos os seres vivos já nascem com um “ismo interior”, chamado o EGO-ISMO.
“Ego” quer dizer “eu”. Ego-Ismo, quer dizer “Eu-Divino”, “Eu-Sagrado”,
“Eu-em-primeiro-lugar”.
Todos os animais, inclusive o homem, são capazes de “prejudicar” outros seres vivos, até mesmo seus semelhantes, para satisfazer suas necessidades físicas mais primitivas, como comer, descansar e acasalar-se. Até as plantas, em seu crescimento, procuram sobrepor-se umas às outras em busca de um melhor lugar ao sol. Tente dividir um pacote de 6 chocolates entre 30 crianças de pouca idade e você verá a prova disto. Se antes eles brincavam juntos em perfeita harmonia, agora serão violentos rivais, motivados por este “deus pessoal”, o “eu em primeiro lugar”.

Este “ego-ismo”, que nasce com cada um, é o que nos torna completamente diferentes
–ou iguais- uns aos outros, independente da “religião” praticada.
Pessoas de uma mesma religião podem ter conceitos e idéias completamente contraditórias, dependendo do quanto se libertaram ou se exercitaram neste
“ego-ismo ”, ou seja, nesta adoração a si mesmos, considerando seus próprios desejos como sendo o mais sagrado e divino “direito”, que está sempre acima de tudo e de todos.

Daí concluímos que a maior religião do mundo é esta: o Egoísmo

Por isso, nosso “egoísmo” é que escolhe a religião de sua preferência, de acordo às suas prioridades, ou seja, o que beneficia a si mesmo mais ou menos, em primeiro lugar. Nem todas as religiões prejudicam o egoísmo, a maioria delas permite que a pessoa continue pensando em si mesma em primeiro lugar, desde que faça algumas “pequenas concessões” às divindades adoradas, em benefício de seus líderes representantes ou aos demais membros.
A grande maioria das religiões exige alguma atenção especial de seu seguidor, seu tempo, seu esforço físico e mental, seus bens materiais, em favor da “divindade”, representada por algum outro ser humano que se beneficia deste esforço.

Jesus foi o único a propor um modelo de religião em que “o próximo” está sempre em primeiro lugar. Algumas religiões compatíveis com o egoísmo tentaram se adaptar, ensinando que se você colocar o “próximo mais próximo” em primeiro lugar, você será com certeza o segundo, e receberá ainda mais que ele!
Outros até aceitam colocar algum próximo em primeiro lugar, com a condição de que ele também pertença ao seu próprio grupo e em algum momento retribua de alguma maneira. “Dai e dar-se vos á”, dizem eles, motivando o egoísmo de seus seguidores com a promessa de recompensa.

Mas será este o modelo proposto pelo Deus Pai de Jesus? O ensinamento claro e puro de Jesus foi este: Se desvencilhar de toda e qualquer paixão pelas coisas terrenas e beneficiar sempre em primeiro lugar o seu próximo, seja quem ele for, sem esperar nada em troca. Esta é a definição mais sublime da palavra “Amor”, o sacrifício pessoal em benefício de outra pessoa, sem a motivação egoísta da recompensa.

Todas as religiões prometem algo aos seus seguidores, após a sua morte. Mas Jesus prometeu "a Sua Paz", para aqueles que o seguem, agora mesmo. Falta paz em sua vida? Reavalie "seu deus pessoal".

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